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segunda-feira, 28 de julho de 2008

todos os dias a partir daquele .

(   Sem querer aquele dia insiste em voltar em meus pensamentos tão rapidamente quanto o desejo inquietante de querer esquecê-lo. Naquela época, você era uma completo desconhecido para mim. Literalmente. O melhor amigo do meu rolo, nada mais. Aquele que eu só tinha ouvido algumas histórias de quase-irmãos. Só que um dia você apareceu. Deu um sorriso e me olhou nos olhos, rapidamente. Não teve oi, nem meias palavras. Você nem sequer me notou, mas eu quis desesperadamente esquecer o seu sorriso. Esquecer o seu sorriso para aliviar a culpa por lembrar de você todos os dias a partir daquele.  )

quinta-feira, 10 de julho de 2008

sobre saudade, olhos e palavras .

(   Eu sabia que você estava com saudades também. Não adianta mais tentar me enganar. Ou então me engane de uma forma mais convincente. Não vou fingir que não caí na sua farsa. Quase. Você quase me enganou e me deixou descabelada. É chato pensar que só eu sinto saudade. Sensível demais. Vulnerável demais. Muito eu, pouco você. Mas ontem… Ah, ontem a sua boca dizia o que seus olhos negavam. Por mais que insistisse que tinha ficado bem na minha ausência, realmente não era isso que seus olhos lutavam por esconder. Bobinho. Afinal, por que esconder? Eu não entendo. Só que achei lindo. Lindo mesmo. E seus olhos brilhavam tanto que até esqueci das suas palavras.   )

quinta-feira, 29 de maio de 2008

vazio, realmente .

(   Vlúvel, quem sabe. Já bolei mil estratégias para tentar decifrar isso que se passa dentro de você. Isso que pode ser tudo, menos amor, acredite.  Não tente insistir olhando dentro dos meus olhos. É capaz deles acreditarem de novo. Talvez seja pelo fato de me parecerem tão sinceros. Porque, realmente, não acredito que alguém seja capaz de amar e ao mesmo tempo agir de forma tão contraditória. Suas palavras me magoam e por um instante tudo o que já me disse parece vazio demais.   )

 

maria cláudia .

quarta-feira, 21 de maio de 2008

previsão .

(   “Marte em Áries nos deixa impulsivos, diretos, audaciosos. Cheios de iniciativa. Probabilidade de apaixonar-se por quem não deve.”

Ah, mas eu nunca acreditei nessas coisas. Tão superficial. Tão prévio. Abrangente. Tão diferente de…de mim. Por que será então que me apaixonei por você? Logo agora. Aquele dia e a hora marcada pra você me deixar disseram tudo. Eu sei, você já tinha me explicado como seria. E eu fui, mesmo assim. Se a previsão me avisasse como eu ia ficar, como eu fico hoje, talvez não tivesse feito. Já foi. Apaixonei por quem não devo. Bem que o horóscopo me avisou. Quem sabe eu é que sou previsível demais.   )

terça-feira, 29 de abril de 2008

tempo demais .

(   Meia luz. Chuva forte. Lembranças e o medo. Ah, sempre o medo. Ela se encontrava, como de costume, sentada  na poltrona com um caderno de anotações na mão. Esperava que alguma coisa lhe viesse à mente para passar o tempo nessa noite um tanto monótona. O perfume. Ela sentiu o perfume que tantas recordações trazia. Realmente, não - “céus, essa não é uma boa hora” – para senti-lo tão próximo. Era tempo demais. Na verdade, não lembrava nem qual era o nome do perfume que ele usava. Se lhe vinha à memória justamente agora era só porque sentira o aroma. Ele devia fazer de propósito quando chegava bem perto e a abraçava forte. Talvez fosse para ela levar embora um pouco dele. Ao menos a impedia de esquecê-lo – “como se isso fosse possível”. Ela procurava deixar um pouco dele em cada canto para poder dormir achando que ele a protegeria. Nunca funcionou. Agora não precisava mais de truques para encontrá-lo em tudo a que se voltava. Não o procurava mais. Nem o perfume. Deslize. Já se passara tempo demais.   )

quinta-feira, 24 de abril de 2008

um dia, amor .

É que, na realidade, eu tenho muito mais coisas pra pensar nesses últimos tempos. Nenhuma delas incluem você, amor. Porque antes, os minutos extras que me sobravam eram preenchidos por textos que não iam ser entregues.  Hoje, talvez, eu já nem ache tão ruim assim o tempo que me falta. Tenho assuntos a serem resolvidos e histórias prestes a serem inventadas que vão muito além do seu egoísmo de querer ter todos os meus pensamentos. Engano seu em achar que eles são seus. Um dia, meu bem, quem sabe.   )

 

maria cláudia   .

quarta-feira, 23 de abril de 2008

sobre sua voz e meu falso arrependimento .

(   A sua voz quando atende o telefone no meio da madrugada é a coisa mais reconfortante que eu poderia ter agora. Você se faz de bravo e eu peço mil desculpas. Falso arrependimento. Eu sei que não é pra tudo isso. Mas eu acho tão linda a sua voz de sono que eu até ficaria ali, só ouvindo palavras do seu mau-humor, até o amanhecer. Eu bem sei que amanhã você não vai se lembrar de uma palavra dita, nem sequer que eu te liguei no meio da noite. Vai me pedir pra contar o que conversamos. E, nossa, vai dar aquela risada gostosa quando eu te contar as besteiras que disse enquanto dormia. Eu me lembro, você disse “Eu te amo, Má” ao desligar o telefone sem se despedir. Você sempre usa o tom certo pra me deixar meio boba. Você sabe disso? É incrível. Eu sempre tenho uma vontade imensa de te abraçar, porque você consegue ser a pessoa mais agradável que existe quando quer.   )